O Governo do Estado de São Paulo suspendeu, por 30 dias a partir desta sexta-feira (29), todas as autorizações de queima controlada no território paulista. A medida, adotada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), inclui a palha da cana-de-açúcar, além de queimadas agrícolas e para controle de pragas.
Durante o período de suspensão, novos pedidos não serão aceitos. O prazo poderá ser prorrogado caso a estiagem persista. As chamadas queimas prescritas — utilizadas no combate a incêndios florestais ou realizadas mediante solicitação da Secretaria da Agricultura — continuam liberadas.
“Mais uma vez adotamos a suspensão como medida preventiva para atravessar o período crítico de estiagem. Nosso objetivo é reduzir os riscos de incêndios florestais e preservar a qualidade do ar, em linha com o histórico recente e a experiência de anos anteriores”, explicou o diretor de Controle e Licenciamento da Cetesb, Adriano Queiroz.
Histórico e riscos
No ano passado, São Paulo enfrentou um inverno marcado por tempo seco, altas temperaturas e aumento das queimadas em diversas regiões. O cenário levou os órgãos ambientais a reforçarem as ações em 2025 para reduzir riscos de incêndios e minimizar impactos na qualidade do ar.
Palha da cana já tinha restrições
Desde julho, a queima da palha da cana-de-açúcar estava limitada: só podia ocorrer em dias com umidade relativa do ar acima de 40% e fora do período entre 11h e 15h, faixa considerada de maior risco para propagação do fogo. Agora, até mesmo essas liberações ficam suspensas.
Apesar de ainda permitida em situações específicas, a prática vem diminuindo rapidamente no estado. Desde 2007, o uso do fogo na colheita da cana já foi reduzido em 99%, segundo dados da Cetesb.