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10 de maio de 2026
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A história do Dia das Mães: de movimento pela paz a fenômeno global e comercial

O Dia das Mães, celebrado anualmente no segundo domingo de maio, é hoje uma das datas mais importantes do calendário mundial. Apesar da forte associação com presentes, flores e homenagens comerciais, a origem da data está longe de ter começado com interesses do varejo. Na verdade, o feriado surgiu a partir de movimentos sociais e do esforço de mulheres que buscavam causas maiores, como a paz e a valorização da maternidade.

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As primeiras iniciativas semelhantes ao Dia das Mães remontam ao século XIX, nos Estados Unidos. Em 1872, a ativista Julia Ward Howe propôs o “Dia das Mães pela Paz”, um momento em que mulheres se reuniriam para promover a paz mundial, especialmente após os impactos da Guerra Civil Americana. A proposta chegou a ser adotada em algumas cidades, com encontros realizados anualmente, mas perdeu força com o passar dos anos, principalmente com o início da Primeira Guerra Mundial.

Um retrato de Julia Ward Howe, que lutou incansavelmente pelo sufrágio feminino e pela abolição da escravidão.

Outras tentativas também surgiram, como a da educadora Mary Towles Sasseen, que, em 1887, idealizou celebrações nas escolas para fortalecer os laços entre alunos, pais e professores. Ainda assim, essas iniciativas não ganharam alcance nacional.

Foi apenas no início do século XX que o Dia das Mães ganhou forma como conhecemos hoje, graças ao empenho de Anna Jarvis. Motivada pelo desejo de homenagear sua própria mãe, Jarvis organizou, em 1908, as primeiras celebrações oficiais da data, nos estados da Virgínia Ocidental e da Filadélfia. Ela escolheu o segundo domingo de maio por ser próximo à data de falecimento de sua mãe.

A mobilização de Jarvis rapidamente ganhou apoio popular e político. Em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson, oficializou o Dia das Mães como feriado nacional, consolidando a data no calendário e impulsionando sua adoção em diversos países ao redor do mundo.

Anna Jarvis, fundadora da versão moderna do Dia das Mães, lutou contra a comercialização do feriado.

No entanto, o sucesso do feriado trouxe consequências que desagradaram sua própria criadora. Anna Jarvis passou a criticar duramente a comercialização da data, condenando o uso do Dia das Mães como oportunidade de lucro por empresas e até instituições de caridade. Para ela, a celebração deveria ser um momento íntimo, marcado por gestos sinceros e não por presentes caros.

Apesar de sua resistência, o caráter comercial do Dia das Mães se fortaleceu ao longo das décadas. Atualmente, a data movimenta bilhões de dólares todos os anos, sendo uma das mais importantes para o comércio, além de liderar o movimento em restaurantes e no envio de flores e cartões.

Anna Jarvis morreu em 1948, sem recursos financeiros, após gastar grande parte de sua vida tentando preservar o significado original do Dia das Mães. Ainda assim, seu legado permanece vivo: mais do que uma data comercial, o Dia das Mães continua sendo uma oportunidade de reconhecer e valorizar o papel fundamental das mães na vida das pessoas.

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