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2 de fevereiro de 2026
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MIGUEL DOS VINHOS

Afinal, o vinho suave é bom? Descubra a resposta

Vinho suave é bom? Essa é uma das perguntas mais frequentes quando o assunto é vinho no Brasil. Apesar de estar entre os tipos mais consumidos no país, o vinho suave também é alvo de críticas de especialistas e apreciadores. Mas afinal, será que ele merece essa fama?

O que é o vinho suave?

O vinho suave é aquele que possui alto teor de açúcar residual. Isso acontece porque parte do açúcar da uva não é fermentado ou porque é adicionado açúcar após o processo. O resultado é uma bebida mais doce, leve e de fácil aceitação.

Outro ponto importante: o vinho suave, no Brasil, é produzido em sua maioria com uvas de mesa, também chamadas de uvas americanas – como aquelas que encontramos em feiras e supermercados. Diferente das uvas viníferas (como Cabernet Sauvignon, Merlot ou Chardonnay), essas variedades são mais simples e não exigem grandes investimentos na produção.

Por que o vinho suave faz tanto sucesso?

Muitos brasileiros têm no vinho suave a sua porta de entrada no mundo do vinho. O paladar doce agrada a quem não está acostumado à acidez e aos taninos dos vinhos secos. Ele lembra sucos, é fácil de beber e geralmente tem preço acessível.

Além disso, para as vinícolas, o vinho suave é um produto altamente rentável. Como é feito a partir de uvas comuns e não requer processos tão sofisticados de vinificação, o custo de produção é baixo, e a aceitação no mercado é alta. Não por acaso, cerca de 80% dos vinhos consumidos no Brasil são suaves, segundo pesquisas do setor.

Mas e a qualidade?

É aqui que a polêmica começa. No mercado internacional, os vinhos suaves têm menor prestígio, porque a adição de açúcar mascara aromas e sabores naturais da uva. Já os vinhos secos refletem melhor o terroir e a técnica do produtor, sendo reconhecidos como produtos de maior qualidade.

Então, vinho suave é bom?

A resposta depende do ponto de vista. Para quem está começando, pode ser ótimo: abre as portas para o hábito de beber vinho. Mas se a ideia é evoluir na experiência enogastronômica, conhecer vinhos secos será um passo inevitável — afinal, são eles que oferecem a verdadeira riqueza de aromas, sabores e harmonizações.

? Opinião:

O vinho suave cumpre um papel importante no mercado brasileiro e não deve ser demonizado. Ele é, muitas vezes, o primeiro passo de quem inicia no mundo do vinho. O essencial é beber com prazer e, aos poucos, abrir espaço para conhecer os vinhos secos, que representam o ápice da enologia mundial.

Miguel Dos Vinhos

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