No Dia Mundial do Diabetes, celebrado nesta sexta-feira (14), o Portal Oeste Cidade reforça a importância da conscientização sobre os impactos da doença e sua mortalidade. Em 2024, foram realizados 78,5 mil atendimentos relacionados à doença em todo o estado de São Paulo, um aumento de 20%, em comparação a 2023, onde foram registrados 65,2 mil atendimentos.
A diabetes ocorre quando o nível de açúcar no sangue se eleva porque o corpo não produz insulina de forma adequada ou não consegue utilizá-la corretamente. Além dos hábitos alimentares e do sedentarismo, a hereditariedade também tem papel importante. Pessoas com histórico familiar da doença, sobrepeso, hipertensão ou colesterol alto estão mais suscetíveis.
A condição afeta homens e mulheres em proporções semelhantes. Em crianças, o tipo 1 é o mais comum, mas devido ao estilo de vida, já há registros de diabetes tipo 2 na infância.
Tipos de diabetes
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune em que o organismo destrói as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, resultando em deficiência total ou quase total do hormônio.
Já o tipo 2 é caracterizado pela resistência à ação da insulina ou pela redução progressiva na produção, sendo frequentemente associado ao excesso de peso e à falta de atividade física.
As mudanças climáticas e poluição podem ter influência indireta na doença. Por exemplo, o calor extremo aumenta a inflamação no corpo e dificulta o controle da glicose. Já a poluição, por sua vez, pode provocar inflamação crônica e resistência à insulina.

Sinais de alerta e prevenção
Os principais sinais de alerta incluem muita sede, urina em excesso, cansaço, perda de peso sem motivo aparente, visão embaçada e infecções de difícil cicatrização. A orientação é que pessoas com fatores de risco realizem exames de rastreamento mesmo na ausência de sintomas.
Entre as principais medidas de prevenção estão manter um peso saudável, priorizar alimentos naturais (como frutas, verduras, legumes e proteínas), reduzir o consumo de açúcar e ultraprocessados, praticar atividades físicas regularmente, dormir bem e controlar o estresse.
Para quem já tem o diagnóstico, seguir corretamente o tratamento e monitorar a glicose conforme orientação médica faz toda a diferença para o controle da doença e a qualidade de vida.


