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Presidente Prudente
24 de junho de 2026
Oeste Cidade
GERAL

Presidente Prudente registra primeiro caso humano de leishmaniose em 2026

A Secretaria Municipal de Saúde de Presidente Prudente (Sesau), por meio da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), confirmou o primeiro caso humano de leishmaniose em 2026 no município. Trata-se de um homem de 24 anos, que está internado e recebe tratamento.

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Diante da confirmação, as equipes de saúde intensificaram as ações de combate à doença, principalmente nos bairros Jardim Balneário e Residencial Cervantes, onde serão realizadas visitas domiciliares para orientar moradores e eliminar possíveis criadouros do mosquito-palha, transmissor da leishmaniose. A estimativa é que cerca de 300 imóveis sejam vistoriados.

De acordo com o gerente da UVZ, Romário da Silva, a colaboração da população é essencial para conter o avanço da doença. “É muito importante que os moradores recebam nossas equipes para que os agentes possam vistoriar os imóveis. A leishmaniose é uma doença grave e pode levar à morte”, alertou.

Além das ações de orientação e manejo ambiental, a UVZ também segue com atividades de diagnóstico em cães, que são considerados reservatórios da doença. Nesta quarta-feira (17), será realizada coleta de sangue e microchipagem de cães no Jardim Eldorado, na Rua Antônio Lopes Filho, em frente à Praça da Academia da Terceira Idade, das 8h30 às 11h e das 14h às 16h. A ação será repetida no dia 24 de junho, no mesmo local e horários.

Na próxima semana, novas coletas de sangue em cães serão iniciadas, incluindo um plantão no dia 4 de julho, das 10h às 15h, no pátio da Igreja Santo Expedito, no Residencial Cervantes II.

Dados da Vigilância de Zoonoses mostram que, em 2025, foram registrados 387 casos de leishmaniose visceral canina e três casos em humanos. Já em 2026, até o momento, foram confirmados 117 casos em cães e este primeiro caso humano.

A Secretaria de Saúde reforça que a leishmaniose não é transmitida diretamente dos cães para as pessoas. A infecção ocorre por meio da picada da fêmea do mosquito-palha infectada. Por isso, manter o ambiente limpo é uma das principais formas de prevenção.

Entre as medidas recomendadas estão evitar o acúmulo de folhas secas, restos de poda, fezes de animais, lixo orgânico e entulhos, além de manter quintais limpos e livres de umidade e sombra excessiva. O uso de coleiras repelentes em cães também é indicado para reduzir o contato com o mosquito transmissor.

Os tutores devem ficar atentos aos sinais da doença nos animais, como emagrecimento, feridas na pele, queda de pelos, crescimento anormal das unhas, falta de apetite, sangramentos e problemas oculares. No entanto, alguns cães podem não apresentar sintomas, o que reforça a importância da realização de exames periódicos para diagnóstico precoce.

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