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15 de abril de 2026
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Incêndio na Vila Furquim leva SESI Prudente a planejar transferência de aulas para a Toledo

O SESI de Presidente Prudente pode transferir, já nos próximos dias, todas as suas atividades escolares para a Faculdade Toledo, caso o Ministério Público do Trabalho (MPT) determine a continuidade da interdição da unidade localizada ao lado da área atingida pelo incêndio subterrâneo na Vila Furquim.

A decisão será discutida em audiência marcada para esta quinta-feira (6) entre representantes do SESI e do MPT. A medida emergencial busca garantir a segurança de alunos, professores e funcionários diante da persistência da fumaça e do calor intenso no solo, que ainda atinge temperaturas de até 190°C em profundidade, conforme apontou o último monitoramento térmico.

“Dependendo do que for definido na audiência, se não houver condições seguras para o retorno, a partir de segunda-feira poderemos transferir nossos alunos e professores para a Faculdade Toledo. Já temos o espaço disponibilizado, e agradecemos muito essa parceria”,
afirmou Sidney Junqueira, gerente regional do SESI.

A partir de segunda-feira SESI pode transferir alunos e professores para a Faculdade Toledo em Prudente. Foto: SESI

Desde o agravamento da situação, o SESI suspendeu as atividades presenciais e mantém as aulas de forma remota. A instituição também foi notificada pelo Ministério Público do Trabalho para adotar medidas de proteção aos funcionários e prestar informações sobre as ações já tomadas.

O incêndio, considerado de caráter subterrâneo e sem precedentes na região, segue sendo monitorado diariamente por equipes da Defesa Civil e da CETESB. Os técnicos identificaram 97°C na superfície e 190°C em profundidade, o que explica a dificuldade no controle total das chamas. Mesmo após períodos de chuva, a fumaça voltou a se intensificar, devido à alteração da pressão no solo.

A paralisação das atividades impacta cerca de 1.200 alunos do ensino fundamental e médio e 3.000 usuários do Centro de Atividades (CATE), que utilizam o espaço para aulas esportivas, culturais e recreativas.

“É um prejuízo grande, tanto pedagógico quanto social. Estamos falando de uma escola inteira paralisada e de famílias que dependem do SESI no dia a dia. Nossa prioridade é a saúde e a segurança de todos”,
ressaltou Junqueira.

Enquanto a audiência com o Ministério Público não define o futuro das aulas, o SESI permanece fechado e sob vigilância, com parte dos funcionários em regime de home office.
A expectativa é que o desfecho da reunião determine se o retorno ocorrerá no prédio original ou se a mudança para a Toledo será efetivada a partir da próxima semana.

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