A Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM), informou que a vacinação contra a dengue segue sendo realizada normalmente no município para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O imunizante aplicado na rede pública é a Qdenga, produzido pelo laboratório Takeda.
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O esclarecimento foi feito após a divulgação da suspensão temporária de uma estratégia de vacinação envolvendo uma vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. Segundo o Ministério da Saúde, a medida tem caráter preventivo e não afeta a Qdenga, que permanece autorizada e em uso no Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com o órgão federal, a suspensão está relacionada exclusivamente à vacina do Instituto Butantan e ocorreu após a identificação de eventos raros que estão sendo analisados de forma mais aprofundada. O processo de investigação envolve o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o próprio Instituto Butantan, além de especialistas e equipes de vigilância em saúde.
A Sesau reforça que não houve qualquer alteração nas recomendações para a Qdenga, que segue considerada segura e eficaz. O esquema vacinal é composto por duas doses, disponíveis gratuitamente para o público-alvo definido.
Na rede particular, cada dose do imunizante custa em média R$ 400. Diante de informações que podem gerar dúvidas na população, a orientação da VEM é para que pais e responsáveis levem adolescentes de 10 a 14 anos às unidades de saúde para iniciar ou completar o esquema vacinal.
O município destaca ainda que o monitoramento contínuo das vacinas faz parte das estratégias de segurança adotadas pelas autoridades de saúde, garantindo que todas as decisões sejam baseadas em critérios técnicos e científicos.
Cobertura vacinal
Segundo dados da Vigilância Epidemiológica Municipal, o público-alvo em Presidente Prudente é de 12.736 crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. Até o momento, 7.220 receberam a primeira dose, o que representa 56,68% de cobertura. Já a segunda dose foi aplicada em 4.851 pessoas, equivalente a 38,08% do total.
A Secretaria reforça que a vacinação é uma das principais ferramentas de prevenção contra formas graves da dengue e contribui para a redução de internações e complicações da doença.


