Um homem de 44 anos foi preso em flagrante por tentativa de homicídio na noite desta sexta-feira (9), em Presidente Prudente (SP), após efetuar disparos de arma de fogo em frente a um bar localizado na Vila Nova.
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De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 18h40 para atender uma denúncia de tiros em um bar. Informações iniciais indicavam que o autor seria um homem conhecido como “pintor”, vestindo short e blusa tipo corta-vento cinza, que teria fugido em uma motocicleta.
Durante patrulhamento nas imediações, equipes do BAEP localizaram uma motocicleta com as mesmas características e abordaram o suspeito de 44 anos, que retornava dos fundos do bar. Nas proximidades, os policiais encontraram um revólver calibre .38, marca Pucará, com quatro munições intactas. O homem confessou ser o autor dos disparos e afirmou que havia ido “tirar satisfação” com outro frequentador do bar.

A vítima, de 57 anos, relatou que estava no bar, ao lado de sua residência, quando o suspeito se irritou por não ter sido cumprimentado com um aperto de mão. Após uma discussão, Edemilson teria tentado agredi-lo, mas foi contido. Em seguida, saiu do local e retornou armado.
Segundo a vítima, o rapaz apontou a arma e disse: “se defende aí agora”, chegando a apertar o gatilho, mas o disparo não ocorreu naquele momento. Com medo, a vítima correu para dentro de casa. Pouco depois, já dentro da residência, ouviu um estampido de tiro vindo da rua e acionou a Polícia Militar.
Em depoimento, o suspeito do disparo afirmou que houve uma briga por ciúmes envolvendo a esposa da vítima e que teria voltado armado apenas para “assustar”. Ele disse que atirou para o alto e negou ter mirado na vítima. Também declarou que responde a outro processo por tentativa de homicídio ocorrido em 2023, em Aracaju (SE).
Diante dos relatos, da confissão parcial, da apreensão da arma e das munições, o delegado plantonista entendeu que houve tentativa de homicídio, além dos crimes de porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo. Edemilson foi autuado em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva, por representar risco à ordem pública e pela possibilidade de reincidência criminal.
A arma, as munições e um telefone celular do indiciado foram apreendidos para investigação.


