Nos últimos dias, temos visto matérias tentando associar o secretário Guilherme Piai — uma figura de destaque no atual governo estadual— matérias jornalísticas estão envolvendo o nome dele em supostos esquemas de favorecimento. Tudo bem, faz parte da política: quem ocupa cargo público precisa suportar o peso da visibilidade e da cobrança. Mas há algo nesse episódio que chama atenção e merece reflexão.
Todos sabem que Guilherme tem uma base política ampla dentro do governo municipal — e isso é resultado de mérito e articulação. Ele foi peça-chave na construção da coligação que elegeu o prefeito, ajudou a unir partidos e viabilizou apoios que foram fundamentais para o sucesso eleitoral. Muitos que hoje ocupam cargos na administração chegaram lá graças à costura política que ele ajudou a fazer. Ter o partido do PL, na coligação indicando o vice prefeito, foi um deles o que custou uma candidatura própria do partido do ex. presidente Bolsonaro.
Por isso, causa estranheza o silêncio que se instalou quando surgem ataques contra ele.
Não se vê manifestações públicas, nem postagens nas redes sociais, nem declarações de apoio de quem, em algum momento, se beneficiou dessa estrutura política. Parece que, quando o jogo aperta, a lealdade desaparece.
É preciso reconhecer que Guilherme Piai vem fazendo uma gestão técnica e responsável, especialmente na área da agricultura, onde demonstra preparo, conhecimento e resultados concretos. Sua atuação tem fortalecido o setor e dado voz ao produtor rural — um público que tradicionalmente é esquecido pelas administrações urbanas, e, dessa turma ele tem apoio político mas nada de expressão publica em sua defesa.
Além disso, o momento político é de oportunidade. Pela primeira vez, a cidade tem chances reais de eleger dois deputados federais: Marangoni e Guilherme. Marangoni é reconhecido pela entrega e politica forte com os prefeitos; Guilherme tem um perfil mais ideológico, mas também tem entregas no setor da agricultura. São lideranças que se complementam cada um no seu espaço de atuação.
Mas é justamente agora, quando as pressões aumentam e o jogo político esquenta, que o apoio se torna indispensável. Apenas dois ou três assessores mais próximos têm tido coragem de se manifestar publicamente em defesa do secretário. O restante prefere o silêncio confortável — uma postura que, em política, custa caro. E outros personagens políticos estão em um silencia ensurdecedor.
Ninguém está dizendo que eventuais erros não devam ser apurados. Transparência é dever de todo gestor público, e o próprio Guilherme sempre tratou de suas decisões com clareza e disposição ao diálogo. Mas o ponto central aqui é outro: falta coragem de defesa, falta união.
Política de cima do muro não existe. Quem acredita num projeto precisa demonstrar isso, especialmente quando ele é atacado.
Agora é hora de dar a cara a bater, de mostrar que há um time coeso, comprometido e com propósitos. O grupo tem que esquecer as diferenças e se unir em pró daquele que é o responsável pelo emprego de todos eles. OK !
Porque, no fim das contas, não é só o nome de Guilherme Piai que está em jogo — é a força política de todo um grupo que pode, finalmente, conquistar espaço real de representação em Brasília.


