Falar só da escravidão do século XVI e ficar mudo sobre o sofrimento REAL e ATUAL de milhões de africanos não é “consciência histórica”. É comodidade ideológica.
A escravidão virou um tema seguro: todo mundo condena, ninguém se compromete, ninguém precisa enfrentar governo nenhum. É passado — dói lembrar, mas não exige coragem.
Agora, falar do presente?
Aí complica. Porque teria que encarar:
Trabalho escravo moderno em vários países africanos.
Crianças minerando cobalto pra abastecer bateria de celular.
Regimes ditatoriais que matam, prendem e silenciam seu próprio povo.
Tráfico humano e exploração sexual.
Grupos armados usando crianças-soldado.
Miserável destruindo miserável enquanto o mundo finge que não vê.
Por que ninguém fala?
Porque criticar africanos oprimindo africanos não rende curtida, não dá discurso fácil e — pior — não tem “vilão conveniente” do passado para culpar.
É desconfortável. Não cabe nos slogans.
Então preferem olhar para 1500, porque olhar para 2025 exige responsabilidade moral.


