As chuvas registradas em Presidente Prudente neste mês de dezembro já ultrapassaram com folga a média histórica esperada para o período. De acordo com o climatologista Vagner Camarini, até às 17h deste domingo, o volume acumulado de precipitação já havia superado em mais de 50% a média normal do mês.
VÍDEO: Assista imagens do volume de água na represa Cica
Segundo os dados meteorológicos, o município já contabiliza mais de 220 milímetros de chuva, e, ao se considerar todo o acumulado de dezembro, o volume já ultrapassa os 300 milímetros, número significativamente acima do padrão climatológico. Historicamente, a média de chuvas para dezembro na região é consideravelmente menor, o que evidencia a intensidade e a persistência das precipitações neste ano.
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Camarini ressalta que o cenário é atípico para a região. “Desde 2017 não chovia tanto no mês de dezembro em Presidente Prudente”, afirmou o climatologista, destacando o caráter excepcional do atual período chuvoso.
Volume de chuvas em 2025
Dados do Departamento de Geografia da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Unesp) mostram que, ao longo do ano, os volumes de precipitação apresentaram grande variação. Janeiro, tradicionalmente o mês mais chuvoso, registrou 227,4 mm. Fevereiro somou 104,8 mm, enquanto março — conhecido pelas “águas de março” — teve um desempenho abaixo do esperado, com apenas 93,8 mm acumulados.

Impactos na cidade e riscos à população
Com o excesso de chuvas em curto intervalo de tempo, o volume de água nos córregos canalizados aumentou significativamente, provocando alagamentos em diversos pontos da cidade. Algumas vias chegaram a ficar intransitáveis, dificultando o tráfego de veículos e elevando o risco de acidentes.
A força da enxurrada e a baixa visibilidade em áreas alagadas colocam em perigo pedestres e motoristas. A recomendação das autoridades é para que a população evite atravessar trechos com acúmulo de água e respeite as interdições e sinalizações de segurança.
Previsão do tempo mantém alerta
A Defesa Civil segue monitorando os locais mais críticos, já que a previsão indica continuidade das chuvas nos próximos dias. Na segunda-feira (15), o sistema de instabilidade avança lentamente em direção ao Rio de Janeiro, mas ainda mantém chuva persistente em várias regiões do Estado de São Paulo. Os acumulados continuam aumentando e o solo permanece bastante úmido, o que eleva o risco de transtornos.
Na terça-feira (16), a frente fria segue em deslocamento para o Rio de Janeiro e favorece a entrada de ventos úmidos do mar. Essa circulação mantém a chuva na faixa leste do Estado, com novos acumulados previstos. Como o solo já estará saturado, cresce o risco de ocorrências como alagamentos e deslizamentos.

Danos à rede elétrica e falta de energia
A Energisa Sul-Sudeste informou que mantém equipes atuando de forma ininterrupta nos reparos aos danos causados pelas chuvas intensas, ventos fortes e descargas atmosféricas registrados na manhã desta sexta-feira (12). Entre os municípios mais impactados estão Presidente Prudente, Presidente Epitácio, Presidente Venceslau, Alfredo Marcondes, Martinópolis e Regente Feijó.
Segundo a concessionária, a tempestade provocou estragos em áreas urbanas e rurais, com a queda de árvores, galhos e outros objetos sobre a rede elétrica, resultando na quebra e queda de postes, além do rompimento de cabos.
A empresa reforça que mantém equipes extras em campo e orienta a população a redobrar a atenção. Caso haja cabos partidos sobre ruas ou calçadas, a recomendação é não se aproximar e acionar imediatamente a Energisa pelos canais oficiais, para que a remoção seja feita com segurança.


