O fim de ano chegou. A época é de pausa para muitos trabalhadores, mas nem todo mundo sabe exatamente quais são os direitos garantidos por lei e o que depende de políticas internas das empresas, acordos coletivos ou convenções firmadas com sindicatos.
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Uma das dúvidas mais comuns é a diferença entre férias coletivas e recesso de final de ano — e entender isso é fundamental para que o trabalhador saiba como cada situação afeta seus direitos e seu salário.
As férias, que podem ser individuais ou coletivas, são um direito garantido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Em regra, correspondem a 30 dias anuais, que podem ser usufruídos de forma fracionada, conforme as regras previstas na legislação e nos acordos estabelecidos entre empresa e empregado.
Já o recesso de fim de ano é diferente. Ele não é um direito previsto na CLT para todos os trabalhadores. Trata-se de uma pausa facultativa, definida pela programação interna de cada empresa. Em muitos casos, o recesso pode ou não ser compensado posteriormente, dependendo da forma como a organização adota a medida.
E há ainda uma diferença crucial que impacta diretamente o bolso do trabalhador:
➡️ nas férias, o período é remunerado com adicional de 1/3 constitucional;
➡️ no recesso, o pagamento pode ocorrer como período normal de trabalho, banco de horas ou até mesmo compensação futura — conforme política da empresa.
Segundo o presidente da Comissão de Advocacia Trabalhista da OAB-SP, Otávio Pinto e Silva, o trabalhador deve ficar atento aos comunicados internos e verificar se o período de pausa será registrado como férias ou recesso. Em caso de dúvida, ele recomenda buscar orientação jurídica ou assistência sindical, garantindo que os direitos previstos em lei sejam plenamente respeitados.


