O mercado de vinhos em Presidente Prudente vive um momento preocupante. Enquanto empresas sérias, que atuam dentro da legalidade, enfrentam dificuldades financeiras e lutam para manter suas portas abertas, cresce a circulação de vinhos sem procedência comprovada no comércio local.
Segundo informações apuradas, há indícios de que parte desses produtos esteja sendo adquirida fora dos canais oficiais de importação e distribuição. Essa prática, além de configurar concorrência desleal, levanta um alerta importante: o risco à saúde do consumidor.
Vinho é um alimento. Como tal, exige controle rigoroso de origem, transporte, armazenamento e autenticidade. Produtos sem procedência podem ter sido armazenados de forma inadequada, adulterados ou até falsificados, comprometendo não apenas a experiência sensorial, mas também a segurança de quem consome.
A busca exclusiva por preços muito abaixo do mercado, sem questionar a origem do produto, acaba alimentando um ciclo perigoso. De um lado, enfraquece empresas que cumprem suas obrigações fiscais e sanitárias; de outro, expõe o consumidor a riscos que muitas vezes passam despercebidos.
Como profissional do setor, considero fundamental reforçar a importância da informação e da consciência na hora da compra. Valorizar estabelecimentos idôneos, exigir procedência e desconfiar de ofertas incompatíveis com a realidade do mercado são atitudes que protegem não apenas o bolso, mas principalmente a saúde.
O fortalecimento de um mercado justo, transparente e seguro passa pela escolha de cada consumidor e pela atuação firme dos órgãos de fiscalização. Informação, nesse cenário, é uma das principais ferramentas de proteção.



