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1 de fevereiro de 2026
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Obras no Matarazzo avançam e revelam arquitetura original do complexo industrial

As obras de restauro do Centro Cultural Matarazzo seguem em andamento e avançam para uma nova e importante fase técnica. O projeto é conduzido por uma equipe multidisciplinar especializada em arquitetura, engenharia e preservação do patrimônio industrial e foi contemplado pelo Edital nº 12/2024 da Secretaria de Cultura, Economia e Indústrias Criativas do Estado de São Paulo, com previsão de conclusão até o fim do mês de setembro.

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Entre as etapas já concluídas está uma das fases mais determinantes do processo de restauro: a remoção das intervenções realizadas em 2006, que acabaram descaracterizando o conjunto arquitetônico original. Com a retirada dessas estruturas, foi possível revelar novamente a espacialidade das antigas Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo, permitindo que os galpões retomassem sua leitura arquitetônica original e resgatassem elementos fundamentais da história do edifício.

De acordo com a arquiteta Cristiana Pasquini, responsável técnica pelo projeto, essa primeira fase concentrou-se em demolições criteriosas de elementos que, do ponto de vista histórico, suprimiam componentes importantes da memória do local.

“Agora entramos em uma etapa mais fina, voltada ao restauro das paredes de tijolos que estavam ocultas e à recuperação da cobertura do telhado, trazendo à tona essa materialidade e revelando o espaço em sua integralidade”, explica.

O projeto é conduzido por uma equipe multidisciplinar especializada em arquitetura, engenharia e preservação. Foto: Secom

Outro marco simbólico da restauração foi a reabertura de duas antigas passagens laterais, voltadas para a Rua Marechal Floriano Peixoto. Originalmente, essas aberturas conectavam o complexo industrial à linha férrea, permitindo o escoamento da produção. Com o passar do tempo, elas foram fechadas, perdendo sua função original.

“Essas aberturas serviam para levar a produção diretamente aos trilhos do trem. Agora, nós as recuperamos com um novo significado: em vez de mercadorias saindo, queremos a cidade entrando. É o patrimônio industrial se reconectando com o seu tempo”, destaca a arquiteta.

Atualmente, o projeto entra em uma fase técnica essencial, com a execução das instalações hidráulicas de água e esgoto, a construção das áreas molhadas, como os banheiros, além da implantação da infraestrutura elétrica. Essa etapa é fundamental para garantir a funcionalidade do espaço e viabilizar o novo uso cultural do complexo, respeitando as exigências contemporâneas sem comprometer o valor histórico da edificação.

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