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3 de fevereiro de 2026
Oeste Cidade
MIGUEL DOS VINHOS

União Europeia e Mercosul: o acordo que pode mudar o preço e a oferta de vinhos no Brasil

O possível acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul não é apenas um tema de diplomacia e economia — ele pode ter impacto direto na taça do consumidor brasileiro. Especialmente quando falamos de vinhos.

Esse acordo prevê, entre vários pontos, a redução gradual de tarifas de importação entre os blocos. Na prática, isso significa que vinhos europeus — franceses, italianos, portugueses, espanhóis e de outros países — podem entrar no mercado com menos carga tributária ao longo do tempo. Menos imposto na entrada tende a melhorar a competitividade de preço.
Importante entender: não é queda imediata e nem automática no valor de todas as garrafas. O que ocorre é uma abertura progressiva de mercado. Com mais concorrência internacional, importadores ampliam portfólio, distribuidores ganham opções e o consumidor passa a ter maior diversidade de estilos e origens.

Outro ponto técnico relevante é a proteção de origem. A União Europeia é extremamente rigorosa com indicações geográficas — aquelas denominações que garantem que o vinho vem realmente de uma região específica. O acordo fortalece esse reconhecimento. Para quem compra, isso representa mais segurança sobre autenticidade e procedência.

Para os produtores do Mercosul, especialmente Brasil, Argentina e Uruguai, o cenário é desafiador e estimulante ao mesmo tempo. Mais concorrência exige melhoria de qualidade, posicionamento e identidade de produto. Em compensação, também abre portas para exportação com regras mais claras.

Do ponto de vista do consumidor, o efeito é positivo quando há educação na escolha. Mais rótulos disponíveis não significa apenas mais opções — significa mais necessidade de entender o que está comprando: uva, região, estilo e proposta do vinho.

Em resumo: acordos internacionais parecem distantes, mas podem influenciar diretamente o que você encontra na prateleira — e quanto paga por isso. Informação passa a ser tão importante quanto o paladar na hora de escolher o próximo vinho.

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