A Polícia Civil de Presidente Prudente deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Bait Box, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas. A ação foi coordenada pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da DEIC-8 e contou com apoio de equipes do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE).
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As diligências tiveram início por volta das 6h e ocorreram de forma simultânea na capital paulista, onde foram cumpridos 15 mandados de busca domiciliar, a maioria na zona sul da cidade.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram em 2025 e, após análises técnicas, identificaram a atuação de um grupo estruturado que utilizava diversos tipos de golpes virtuais. Entre os métodos empregados estão fraudes envolvendo PIX, invasão de contas bancárias e perfis em redes sociais, além de abordagens enganosas em que criminosos se passavam por atendentes de instituições financeiras para obter dados das vítimas.
Ainda conforme apurado, o esquema utilizava técnicas de engenharia social para enganar as vítimas, incluindo falsas promessas de benefícios, liberação de empréstimos e simulações de protocolos de segurança bancária. O grupo teria feito centenas de vítimas.

Durante a investigação, também foi identificada a participação de uma adolescente, que teria sido cooptada pelos criminosos. Segundo a polícia, após a obtenção dos valores, o grupo realizava a divisão dos lucros e promovia a ocultação do dinheiro por meio de práticas de lavagem de capitais. A análise do material investigado permitiu aos policiais mapear a estrutura da organização, que apresentava divisão de tarefas e funções bem definidas entre os integrantes.
Em um dos endereços alvo, localizado na Vila Alpina, na capital, os agentes encontraram um espaço que, segundo suspeita, funcionava como um escritório utilizado para a prática dos crimes, e que estava em atividade no momento da ação.
Até o momento, 10 pessoas foram identificadas como possíveis integrantes do grupo criminoso. Todos os suspeitos foram conduzidos à unidade policial e deverão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de capitais e corrupção de menor. A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com o objetivo de identificar outros envolvidos, possíveis vítimas e bens ocultados provenientes das atividades ilícitas.


