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16 de junho de 2026
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POLÍCIA

MP aponta esquema de lavagem e denuncia Deolane Bezerra; Justiça mantém prisão

A influenciadora Deolane Bezerra segue presa no Complexo Penal Feminino de Tupi Paulista após a Justiça negar o pedido da defesa para transferência a uma Sala de Estado-Maior ou substituição da prisão preventiva por domiciliar.

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A decisão foi tomada no âmbito de uma investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo, por meio do Gaeco de Presidente Prudente, que apresentou denúncia contra Deolane e outros investigados por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo os promotores, o grupo utilizava empresas, incluindo do setor de transportes, para movimentar dinheiro de origem ilícita. A apuração indica que valores eram repassados por integrantes da facção a familiares e pessoas de confiança, que ficavam responsáveis por redistribuir os recursos. Parte desse dinheiro, conforme a denúncia, teria sido direcionada à influenciadora e a pessoas ligadas à família de Marco Willian Herbas Camacho, conhecido como Marcola.

As investigações se baseiam em relatórios de inteligência financeira, além de quebras de sigilo bancário e fiscal, que apontariam mecanismos de ocultação e posterior inserção desses valores no sistema econômico formal, caracterizando lavagem de dinheiro.

O Ministério Público também destacou que, em casos envolvendo organizações criminosas com atuação violenta, não é recomendada a concessão de prisão domiciliar. A condição de Deolane como mãe de uma criança menor de 12 anos foi analisada, mas considerada insuficiente, de forma isolada, para justificar a mudança no regime de custódia.

Além de Deolane, foram denunciados outros investigados, incluindo parentes de Marcola. As defesas contestam as acusações e alegam que não há provas concretas de participação nos crimes. Também sustentam que alguns dos citados já cumprem pena em presídios federais de segurança máxima, sob forte restrição, o que, segundo os advogados, inviabilizaria qualquer envolvimento nas ações investigadas.

Os advogados ainda afirmam que o patrimônio mencionado possui origem lícita e que irão adotar medidas judiciais para contestar a denúncia apresentada pelo Ministério Público.

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