A professora doutora Édima de Souza Mattos morreu nesta quinta-feira (11), aos 83 anos, em decorrência de problemas cardíacos. Reconhecida como uma das pioneiras na luta antirracista no Brasil, ela dedicou sua trajetória acadêmica e profissional à promoção da igualdade racial, com foco na população negra.
O velório será realizado nesta sexta-feira (12), a partir das 7h, na Casa de Velório Athia, em Presidente Prudente. O sepultamento, que ocorrerá no Cemitério Municipal São João Batista.
Atuação na educação e combate à desigualdade
Édima iniciou sua carreira ainda jovem, aos 16 anos, e, a partir da década de 1990, passou a atuar diretamente no enfrentamento da evasão escolar entre estudantes negros, índice que chegava a 68% à época. Seu trabalho contribuiu para ampliar o debate sobre desigualdades raciais no ambiente educacional.
Além da atuação em sala de aula, a educadora também desenvolveu pesquisas voltadas à saúde da população negra, abordando questões historicamente negligenciadas no campo científico.
Pesquisa e contribuição acadêmica
Ao longo de sua carreira, Édima coordenou estudos sobre doenças em ambientes de privação de liberdade, com destaque para pesquisas realizadas na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista. Sua produção acadêmica ajudou a evidenciar a relação entre raça, saúde e condições sociais.
A trajetória de Édima de Souza Mattos é marcada pelo compromisso com a justiça social e pela defesa dos direitos da população negra no Brasil.


