A Biofábrica do Método Wolbachia concluiu, na última sexta-feira (31), a última soltura dos chamados “Wolbitos” em Presidente Prudente, encerrando um ciclo de um ano de atividades no município. A unidade foi a primeira biofábrica do Estado de São Paulo dedicada à produção e liberação dos mosquitos com a bactéria Wolbachia, tecnologia utilizada para reduzir a transmissão da dengue, zika e chikungunya.
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A primeira etapa das liberações começou em julho de 2025 e se estendeu por 28 semanas, alcançando cerca de metade da área urbana da cidade. Na segunda fase, iniciada em março deste ano, as solturas foram ampliadas para os demais bairros, completando a cobertura de todo o perímetro urbano.
A estratégia consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, que impede a multiplicação dos vírus causadores das arboviroses dentro do inseto. Com o tempo, esses mosquitos se reproduzem com a população local, estabelecendo uma nova geração com menor capacidade de transmitir doenças. Os especialistas estimam que os resultados completos da implantação sejam observados ao longo dos próximos dois anos.
Durante os 12 meses de funcionamento, a biofábrica realizou as etapas finais da produção dos mosquitos, incluindo a eclosão dos ovos e a preparação dos tubos utilizados nas liberações em campo.
Segundo o World Mosquito Program (WMP) Brasil, cidades que já receberam a tecnologia registraram redução de pelo menos 70% nos casos de dengue. Antes do início das liberações em Presidente Prudente, a equipe promoveu mais de 170 ações de orientação e mobilização comunitária, alcançando mais de 61 mil pessoas.
Com o encerramento das solturas, o trabalho entra agora na fase de monitoramento, que acompanhará a presença da Wolbachia na população de mosquitos e os impactos da tecnologia na redução das arboviroses em Presidente Prudente.


