Um homem de 41 anos foi preso em flagrante na madrugada desta segunda-feira (29), em Presidente Prudente (SP), após agredir o enteado de 15 anos e ameaçar de morte a companheira e o adolescente durante um episódio de violência doméstica no Parque São Judas Tadeu.
Siga o Portal Oeste Cidade no Instagram clicando aqui
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada inicialmente para atender uma desinteligência entre um casal. No local, a mulher relatou que o companheiro havia ingerido bebida alcoólica durante o dia e passou a ameaçá-la.
Ao tentar defender a mãe, o adolescente entrou em luta corporal com o padrasto e sofreu escoriações no pescoço, costas, braços e joelhos. Segundo o relato da vítima, o homem tentou enforcá-lo diversas vezes durante as agressões.
Após a briga, o suspeito deixou a residência, mas retornou pouco tempo depois e voltou a ameaçar de morte a companheira e o enteado. A Polícia Militar foi novamente acionada e localizou o homem nas proximidades da casa.
Durante a abordagem, ele resistiu à prisão com o apoio do irmão, que também teria dificultado a ação dos policiais. Foi necessário solicitar reforço para conter os envolvidos e realizar a condução à delegacia.
Ainda conforme o registro policial, mesmo já na delegacia, o homem continuou ameaçando as vítimas de morte e também desacatou e intimidou os policiais militares.
Em depoimento, a mulher afirmou que conhecia o companheiro havia cerca de quatro meses e informou que pretende solicitar medida protetiva de urgência. Já o adolescente confirmou que interveio para impedir que a mãe fosse agredida e relatou as tentativas de enforcamento sofridas durante a luta.
O suspeito admitiu que entrou em luta corporal com o enteado, mas negou ter feito ameaças de morte. Ele alegou que agiu para defender o próprio filho, versão considerada incompatível com os demais depoimentos colhidos pela Polícia Civil.
O delegado responsável pelo caso entendeu que há indícios suficientes dos crimes de lesão corporal e ameaça no contexto de violência doméstica e representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, destacando a gravidade dos fatos, as reiteradas ameaças e o risco à integridade física das vítimas. O caso segue sob investigação pela Polícia Civil.


