Informações falsas sobre o Cadastro Único (CadÚnico) podem afastar famílias de baixa renda de um benefício que garante descontos de até 78% na conta de água em São Paulo. Entre os principais boatos estão a cobrança de valores adicionais, a necessidade de pagamento para inscrição e a exigência de cadastro exclusivamente pela internet.
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O CadÚnico é uma das portas de entrada para as Tarifas Social e Vulnerável da Sabesp. A adesão é automática para quem atende aos critérios estabelecidos e mantém os dados atualizados.
O primeiro cadastro no CadÚnico deve ser feito presencialmente em um posto de atendimento do município, como o CRAS ou outro local autorizado. É possível realizar um pré-cadastro pelo aplicativo, mas a família ainda precisa comparecer presencialmente para concluir o procedimento e apresentar a documentação exigida.
Também é falso que o cadastro gere custos adicionais na conta de água e esgoto. A Sabesp não cobra pela inscrição ou pela concessão do benefício. Da mesma forma, não há necessidade de realizar pagamentos antecipados para ter acesso à Tarifa Social.
Para manter o benefício, é necessário atualizar as informações do CadÚnico sempre que houver mudanças na renda, endereço ou composição familiar. Mesmo sem alterações, a atualização deve ser realizada dentro do prazo estabelecido pelo programa.
Outro ponto importante é que o desconto é destinado a apenas um imóvel por família. Caso o consumidor esteja dentro dos critérios, mas o benefício não seja aplicado automaticamente, a orientação é procurar a Sabesp com o número do NIS e o CPF.
A Tarifa Social é dividida em categorias conforme a renda e a situação de vulnerabilidade. A Tarifa Vulnerável pode oferecer descontos de até 78%. Já a Tarifa Social I garante abatimento de até 72% para famílias com renda de até meio salário mínimo por pessoa, além de outros grupos previstos nas regras. A Tarifa Social II pode conceder desconto de até 50% para moradores de áreas informais passíveis de regularização.
A principal recomendação é manter o CadÚnico atualizado e desconfiar de mensagens ou pessoas que solicitem pagamentos para liberar o benefício.


