Nos últimos tempos, tem crescido em Prudente a oferta de “vinhos” sem procedência, vendidos pelos famosos contatinhos — e, pior ainda, começando a aparecer até em alguns restaurantes da cidade. Isso é um risco real.
Produtos sem registro, sem controle de qualidade e sem origem comprovada colocam em risco a saúde, prejudicam a experiência e comprometem a credibilidade do nosso mercado local. Na taça, ninguém merece fraude.
Vinho é cultura, é técnica, é tradição. Por isso, valorize sempre vinhos de procedência, com importadores e distribuidores sérios, rótulos legalizados e notas fiscais claras. É assim que se protege o consumidor, fortalece o comércio responsável de Prudente e preserva o prazer de brindar com segurança.
Desconfie de ofertas milagrosas. Desconfie de preços “bons demais”. E lembre-se: vinho de verdade tem origem, história e responsabilidade.
E vale lembrar;
Os vinhos legalizados passam por um rigoroso controle do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que verifica teor alcoólico, acidez, pureza, condições microbiológicas e rotulagem correta — além de fiscalizar produtores, importadores e pontos de venda. Ou seja, o vinho oficial é analisado, rastreável e seguro. Já o vinho de contatinho não passa por nada disso.
Importante também lembrar: nos últimos meses, o Brasil registrou diversos casos graves com bebidas destiladas adulteradas — bebidas com metanol ou sem origem comprovada — que resultaram em mortes e intoxicações graves.
Se esses destilados falsificados causam risco letal, imagine o quanto uma bebida vendida sem controle pode comprometer — mesmo que seja vinho.
Miguel dos Vinhos ?


