O vinho encanta. Taça bonita, rótulo elegante, viagens, degustações, fotos nas redes sociais. Para quem olha de fora, parece um mercado fácil, glamouroso e naturalmente lucrativo. Mas essa é apenas a vitrine.
O negócio do vinho é um dos mercados mais competitivos e complexos do mundo. Movimenta bilhões, envolve logística delicada, legislação rigorosa, carga tributária elevada, conhecimento técnico e, principalmente, estratégia. Quem entra sem preparo dificilmente sobrevive.
Não basta gostar de vinho. É preciso entender de produto, safra, armazenamento, temperatura, giro de estoque, formação de preços e comportamento do consumidor. Um erro simples — como comprar errado, armazenar mal ou comunicar sem critério — pode transformar um bom rótulo em prejuízo certo.
Outro ponto ignorado por muitos é que o vinho não vende sozinho. Ele precisa de narrativa, contexto e confiança. O consumidor quer saber de onde vem, por que custa o que custa e se aquela escolha faz sentido para o momento dele. Quem não estuda, não acompanha o mercado e não respeita o cliente, perde espaço rapidamente.
O vinho é apaixonante, mas não é um hobby quando se transforma em negócio. Ele exige profissionalização, estudo contínuo e humildade para aprender. Quem entra achando que “é só vender vinho” descobre tarde demais que o mercado não perdoa improviso.
Por isso, a regra é clara: o negócio do vinho exige preparo. Sem ele, não vale a pena entrar. Com ele, o vinho deixa de ser apenas bebida e se torna cultura, experiência e, sim, um excelente negócio — para quem faz do jeito certo.


