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Presidente Prudente
1 de fevereiro de 2026
Oeste Cidade
PAPO RETO

A covardia que ajuda matar

Um homem que despertou multidões.
Reacendeu o orgulho de ser brasileiro.
Venceu uma eleição enfrentando praticamente sozinho o sistema, a velha política, os parasitas da máquina pública e a tradição podre dos que sempre viveram do nosso dinheiro.
Pela primeira vez vimos algo diferente:
camisetas políticas compradas, não distribuídas;
povo nas ruas por vontade própria;
carros, motos, bandeiras — não por dinheiro, mas por convicção.
E de que valeu tudo isso?
Hoje, Jair Bolsonaro está sendo castigado.
Perseguido.
Humilhado.
Sangrando todos os dias.
E onde está aquela multidão?
Onde está o povo de verde e amarelo?
Onde estão os que gritavam nas ruas?
Bolsonaro não foi avisado de uma coisa essencial:
o mesmo povo para quem ele lutou,
que dizia querer mudança,
não estaria disposto a lutar por ele quando o sistema viesse cobrar a conta.
Ele tomou uma facada física.
Agora toma facadas morais, jurídicas e políticas — diariamente.
Cercado por um sistema poderoso, frio e sem caráter.
E nós?
Assistimos em silêncio.
Até quando vamos aceitar ver um homem ser destruído, dia após dia, apenas por ter enfrentado os donos do poder?
Até quando vamos fingir que isso não é perseguição?
Até quando o medo e a omissão vão falar mais alto que a coragem?
A história não absolve os covardes.
Ela cobra.

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