A política definitivamente não é um jogo de amadores. Gilberto Kassab é experiente, conhece o tabuleiro e sabe exatamente quando corre o risco de ficar fora das grandes composições. Ao perceber esse movimento, se antecipa. Com habilidade, começa a costurar alianças que aproximam partidos de direita, como o Partido Novo e o Partido Liberal (PL), enquanto, ao mesmo tempo, fortalece o partido que controla, o PSD, seja em outros estados ou em diferentes cargos.
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Mas o ponto central é outro: a direita está se impondo. Quando um grande cacique político precisa se mover, se adaptar e mudar o discurso diante da força desse campo, é sinal claro de que algo mudou. Até ontem, Kassab dizia que o bolsonarismo havia acabado. Hoje, ajusta a narrativa conforme a conveniência. Oportunismo tem nome — e histórico.
A direita sabe quem é quem. E não esquece.
Esse movimento de quem pode vestir pele de cordeiro, mas age como lobo, é mais um indicativo de que a direita está no rumo certo. Quando o sistema começa a se curvar, é porque sente pressão real.
Nesse contexto, o Partido Novo, com suas posições e atitudes em Brasília, demonstra coerência ao se apresentar como uma direita firme, sem concessões fáceis e sem discurso dúbio. Já o PL, partido do Jair Bolsonaro, carrega contradições internas — há figuras que não representam integralmente a causa —, mas é impossível ignorar o peso simbólico e político de ter Bolsonaro em suas fileiras. Ele segue sendo a principal referência popular da direita brasileira. E seria a junção de dois estados com grande coeficiente eleitoral, Zema em minas com mais de 70% de aprovação e Bolsonaro com aprovação máxima em São Paulo.
Diante desse cenário, se há um caminho a trilhar, ele passa por lideranças que compreendem a responsabilidade histórica de sustentar essa bandeira. Flávio Bolsonaro e Romeu Zema representam duas personalidades que entendem o tamanho do desafio e a importância de manter coerência, firmeza e clareza na luta pela causa.
A direita cresce. O sistema se movimenta.
E quem sempre esteve atento, segue de olho.


