Esses são os “vítimas da sociedade” que tantos artistas e globais defendem — enquanto circulam cercados de seguranças e vidros blindados.
Da boca pra fora, pregam empatia. Na prática, vivem protegidos do mesmo caos que fingem compreender.
Não querer ver a realidade é covardia.
Fingir que não acontece é ser cúmplice do medo que já bate à porta de muita gente.
Achar que “não tem jeito” é ser covarde como homem, como cidadão, como pai e mãe que fecha os olhos para o perigo que cresce a cada dia.
Imagine, por um instante, alguém seu passando pelo que tantos passam hoje: agredidos, roubados, humilhados — e depois ainda viram estatística.
Se você acha que não dá pra mudar, e que “política não é pra mim”, cuidado:
essa indiferença é o que mantém o sistema exatamente como está.
E quanto mais você se cala, mais espaço a covardia ganha.
O que hoje é manchete distante logo se torna rotina no seu bairro, na sua escola, na sua rua.
E quando o medo chegar até você, talvez não haja mais quem fale.
Porque o silêncio do bem é o combustível da covardia.


