A prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, não será apenas um evento isolado na Venezuela. Será um terremoto político que pode atingir em cheio a América do Sul — e o Brasil não está fora desse raio de impacto.
É pública e notória a relação do presidente Lula com regimes autoritários. Maduro, mesmo acusado internacionalmente de violações graves à democracia e aos direitos humanos, foi recebido no Brasil com honras de Estado. Isso não é diplomacia neutra: é alinhamento ideológico.
O avanço dos Estados Unidos contra Maduro e a sua prisão sob a justificativa do combate ao narcotráfico — um problema crescente e real na América do Sul — muita coisa pode vir à tona.
A história mostra que o sistema de justiça americano sabe negociar delações, pressionar e desmontar redes inteiras de poder, financiamento e proteção política.
E é aí que mora o perigo para alguns governos da região.
A ligação de Maduro com o Foro de São Paulo, historicamente articulado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), não é teoria da conspiração — é um fato político documentado.
Maduro sabe muito. E quando a liberdade está em jogo, qualquer um fala.
Diferente do Brasil, prisões americanas não oferecem conforto, benefícios amplos ou privilégios. Isso faz abrir o bico. Faz entregar nomes, rotas, esquemas e patrocinadores.
E quem apostou que alianças ideológicas ficariam enterradas para sempre pode estar subestimando o poder de uma delação bem conduzida.
Se esse cenário avançar, o governo brasileiro pode enfrentar momentos difíceis, explicações constrangedoras e cobranças internacionais.
A retórica antiamericana não vai esconder fatos, nem blindar relações perigosas.
O jogo ainda não acabou. Mas uma coisa é certa: quando ditadores caem, não caem sozinhos. E, cedo ou tarde, a conta chega.
VAMOS AGUARDAR!!


