Kassab diz que Bolsonaro “está fora do baralho” em 2026 — curioso vindo justamente do croupier político que hoje segura as fichas de Tarcísio.
E Tarcísio? Continua naquele modo zen: não vê, não ouve, não fala. Deve achar que o PL da Anistia vai se aprovar sozinho por telepatia.
Todo mundo sabe que Kassab tem força no Congresso para mexer no jogo. Mas, claro, prefere cuidar do seu plantel de 2026 — Tarcísio, Ratinho Jr., quem mais couber no carrinho de compras. Estratégia pura, coincidência zero.
E a “direita bolsonarista”? Finge surpresa, mas sabe exatamente o que está acontecendo: ou Tarcísio cobra Kassab, ou admite que gratidão não está no cardápio — só cálculo eleitoral.
Enquanto isso, Kassab chama um quarto mandato do Lula de desastre… sem soltar um cargo sequer no governo petista. Crítica pela boca, benefício pela caneta. Coerência? Só se for no discurso.
E os grandes líderes da direita paulista? Sumiram. O senador parece estar orbitando Saturno. Se Salles tivesse sido eleito senador, ao menos alguém estaria batendo na porta do Bandeirantes exigindo coerência. Mas não: silêncio total.
Nos bastidores locais, a coisa não muda. Guilherme Piai quer ser federal, mas não acha cinco minutos para cobrar Kassab publicamente.Os deputados eleitos na carona do bolsonarismo? Quietos. Os pré-candidatos? Quietos. A base? Perplexa.
Em 2026, a escolha é simples: Votar em quem enfrenta o problema na luz do dia, ou em quem só aparece na foto para pedir voto. A conta vai chegar para todos que usam o nome de Bolsonaro, mas fogem do debate quando realmente importa.
A pressão é — e sempre foi — em cima de Kassab. E Tarcísio precisa acordar do transe do “discurso bonito” e decidir se prefere a coerência… ou o conforto.


