O governador Tarcísio entrou oficialmente no momento mais delicado da sua trajetória política: o teste de fidelidade. Ele disse — e muitos acreditam — que irá apoiar Flávio Bolsonaro. Mas promessa na política só vira verdade quando mexe em algo concreto: estrutura, cargos, comunicação e enfrentamento interno.
E é aí que começa a prova real. Porque não adianta declarar apoio de boca enquanto, na prática, a máquina estatal continua servindo a quem trabalha diariamente contra esse mesmo projeto. A TV Cultura é o maior exemplo: jornalistas e comentaristas de esquerda ocupam o horário nobre como se fossem donos da emissora. Isso não é acaso, é gestão. E gestão reflete escolha.
O governador Tarcísio irá apoiar Flávio, terá que encarar o ninho de poderes em torno de Gilberto Kassab. Terá que romper acordos, desmontar blindagens e incomodar gente que vive das sombras da política paulista. Agora não existe mais espaço para discursos: ou é lealdade ou é encenação.
É neste momento que tudo fica claro:
? Ou o “teatro das tesouras” aparece, desmascarando os acordos silenciosos,
? Ou Kassab surpreende e mostra que as suspeitas estavam erradas, apoiando Flávio.
De um jeito ou de outro, Tarcísio vai precisar colocar o dedo na ferida da lealdade — e ferida profunda não se toca sem dor. Agora ele terá que escolher entre agradar o sistema ou assumir o lado que diz defender.
E no fim, é simples:
A fidelidade não se mede pelo discurso.
Mede-se pelo preço que o político aceita pagar por ela.



