O vale-alimentação, benefício presente na rotina de milhões de trabalhadores brasileiros, foi o tema do bate-papo promovido pelo Portal Oeste Cidade entre Leandro Colhado, CEO e fundador da ValePix, e o advogado trabalhista Guilherme Gerônimo. A conversa abordou a modernização do benefício, os riscos trabalhistas, as vantagens fiscais para as empresas e o impacto social da alimentação no Brasil.
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Durante o bate-papo, Leandro Colhado explicou que a criação da ValePix nasceu da vivência prática de um problema antigo do mercado. Segundo ele, o modelo tradicional de vale-alimentação gera dificuldades tanto para trabalhadores quanto para pequenos comerciantes, principalmente por conta das altas taxas cobradas e do longo prazo de recebimento dos valores.
“Eu vivi essa dor na ponta. Muitos estabelecimentos não aceitam vale-alimentação porque não conseguem absorver taxas que chegam a 20% ou esperar até 60 dias para receber. O pequeno comércio precisa de dinheiro no mesmo dia”, destacou.
A proposta da ValePix é utilizar a tecnologia do Pix, com regras específicas, para permitir que o benefício seja aceito de forma ampla, com pagamento imediato ao comerciante, sem taxas abusivas e com rastreabilidade total do uso do recurso.
Unificação do VA e VR e mais liberdade ao trabalhador
Outro ponto central da discussão foi a separação entre vale-alimentação (VA) e vale-refeição (VR), prática considerada ultrapassada pelos especialistas. A ValePix propõe a unificação desses saldos em uma única carteira alimentar, permitindo que o trabalhador escolha como e onde utilizar o benefício, seja no supermercado, padaria, açougue ou restaurante.
“O que importa é levar comida para a mesa do brasileiro. Não faz sentido limitar se ele vai comprar arroz no mercado ou uma marmita no restaurante”, afirmou Colhado.
O sistema é estruturado para garantir que o valor seja utilizado exclusivamente em estabelecimentos do setor alimentício, atendendo às exigências do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).
Segurança jurídica e vantagens fiscais para empresas
O advogado trabalhista Guilherme Gerônimo explicou, de forma didática, que muitas empresas ainda cometem erros ao pagar o vale-alimentação diretamente na folha de pagamento, o que pode gerar riscos trabalhistas e custos desnecessários.
“Quando o benefício é pago em folha, ele passa a integrar o salário e gera encargos como FGTS, férias e 13º. Com uma solução regularizada no PAT, a empresa reduz riscos e ainda pode ter benefícios fiscais”, esclareceu.
Segundo ele, o ValePix permite que as empresas mantenham a destinação correta do benefício, com rastreabilidade e comprovação do uso exclusivamente para alimentação.

Fim da cesta básica tradicional
A substituição da cesta básica física por carteiras digitais também foi apontada como uma tendência irreversível. Gerônimo destacou que, embora legal, a cesta básica se tornou pouco prática e ineficiente.
“Muitos trabalhadores não utilizam todos os itens, têm dificuldades para transportar a cesta e acabam sendo obrigados a consumir produtos que não fazem parte da sua realidade alimentar”, afirmou.
Com a carteira digital da ValePix, o trabalhador pode escolher os alimentos conforme suas necessidades, restrições ou preferências, enquanto a empresa mantém a comprovação legal da destinação do benefício.
Tecnologia, rastreabilidade e impacto social
A ValePix também apresentou mecanismos de rastreabilidade que permitem auditoria em tempo real, inclusive pelos órgãos fiscalizadores. O sistema impede que o valor destinado à alimentação seja convertido em dinheiro ou utilizado para outras finalidades, reforçando o caráter social do benefício.
Além disso, a empresa criou a modalidade ValePix Livre, voltada para bonificações, premiações e pagamentos a prestadores de serviço e MEIs, sem vínculo com alimentação, ampliando as possibilidades de uso pelas empresas.
“Não é só sobre tecnologia. É sobre dignidade, liberdade de escolha e garantir que o benefício cumpra sua função social”, explica Leandro Colhado.
Por fim, os convidados ressaltaram o papel da tecnologia na transformação das relações de trabalho, a inclusão financeira de pequenos negócios e o futuro dos benefícios corporativos no Brasil, apontando o ValePix como uma alternativa moderna, acessível e sustentável para empresas de todos os portes.
Como funciona o modelo ValePix
Nesse modelo, o benefício pode ser utilizado em qualquer comércio que aceite PIX, desde que o estabelecimento esteja cadastrado como sendo do setor de alimentação, conforme as regras do produto. Isso porque a empresa oferece diferentes serviços:
- Valepix Alimentar: o uso é direcionado para alimentação e refeição, como restaurantes e supermercados, com controle automatizado para manter o enquadramento do PAT, ampliando aceitação sem abrir risco de desvio;
- Valepix Livre: o colaborador tem liberdade total de uso, podendo utilizar em despesas como combustível, viagens e outras necessidades, conforme política da empresa e perfil de contratação;
- Valepix Município: a proposta é direcionar o benefício para circulação local, fortalecendo a economia do próprio município e conectando programas públicos e incentivos a uma infraestrutura moderna via PIX.
O ValePix já está disponível para contratação e, segundo o CEO Leandro Colhado, a meta é alcançar, em três anos, cinco milhões de usuários ativos.
“Temos um plano de expansão. O objetivo é atingir cinco milhões de usuários em três anos de empresa, sustentado pela escala comercial, ampliação da base de empresas e consolidação do portfólio de produtos”, finaliza.
Como contratar ValePix
Empresários interessados em conhecer e contratar o ValePix podem acessar o site oficial da empresa, em valepix.com.br.
No canto superior da página, ao clicar no ícone “Fale Conosco”, o visitante é direcionado a um time de atendimento especializado, preparado para esclarecer dúvidas e apresentar como o sistema ValePix pode ser implementado nas empresas de forma prática, segura e eficiente.


