A prisão preventiva do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, ocorrida na manhã deste sábado (22), segue repercutindo entre autoridades e lideranças políticas de Presidente Prudente (SP). Dois nomes ouvidos pelo Portal Oeste Cidade Guilherme Piai e Osanam Junior, se manifestaram sobre o episódio.
O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o prudentino Guilherme Piai, criticou duramente a decisão judicial. Piai classificou a prisão como um ato autoritário, afirmando que Bolsonaro foi detido “por causa de uma oração”.
Segundo o secretário, a vigília convocada pelos filhos do ex-presidente ocorreu em um momento de fragilidade devido ao estado de saúde de Bolsonaro, que, conforme destacou, ainda sofre consequências da facada sofrida durante a campanha de 2018. Piai afirmou que “a Polícia Federal enxergou risco em uma oração e em uma vigília”, e que, por isso, determinou a prisão preventiva.
Em tom de forte defesa, o secretário declarou ainda que Bolsonaro já vinha enfrentando o que classificou como “tortura” política e jurídica. “Eles querem calar o presidente Bolsonaro, o homem que enfrentou o sistema. Mas nós não vamos deixar. Seremos milhões de Bolsonaros replicando a sua voz e continuando o seu legado”, afirmou.
O Secretario, finalizou a manifestação dizendo estar em oração pela família do ex-presidente e expressando confiança de que “o bem prevalecerá”.
24 horas para a defesa explicar a violação da tornozeleira
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa de Jair Bolsonaro (PL) explique, em até 24 horas, os danos constatados na tornozeleira eletrônica do ex-presidente.
A medida prevê que, após o posicionamento dos advogados, a Procuradoria-Geral da República também apresente sua análise dentro do mesmo prazo.
Bolsonaro relatou à Polícia Federal que teria usado um ferro de solda ao tentar retirar o equipamento, informação que consta em documento da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, no qual técnicos apontam “marcas evidentes de violação” na tornozeleira.
Do lado da defesa, o advogado Paulo Amador da Cunha Bueno minimizou o episódio e afirmou que a suposta violação é apenas uma “narrativa” construída para sustentar decisões já tomadas. Segundo ele, não houve qualquer tentativa de fuga por parte do ex-presidente.


