Especialistas alertam para fatores de risco associados ao desenvolvimento do câncer de rim, como tabagismo e exposição à radiação ionizante. A doença é mais frequente a partir da sexta década de vida e atinge, com maior incidência, a população masculina.
A orientação dos profissionais reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, tema destacado no Dia Mundial do Câncer de Rim, celebrado em 18 de junho.
Segundo a nefrologista, Melissa Fernanda Pinheiro Santos, o uso inadequado de medicamentos e suplementos também pode contribuir para o surgimento da doença. “O uso prolongado de remédios sem orientação médica e de chás ou suplementos pode comprometer a saúde renal, facilitando o surgimento do quadro”, explica.
A médica destaca ainda os riscos do tabagismo. “O cigarro libera substâncias tóxicas que são filtradas pelos rins, causando alterações celulares associadas ao câncer”, afirma.
Doença silenciosa
O câncer de rim geralmente evolui de forma silenciosa, sem sintomas iniciais evidentes. Em muitos casos, o diagnóstico ocorre de maneira incidental, durante exames realizados por outros motivos.
Entre os principais sinais estão perda de peso não intencional, dor na região do flanco, presença de sangue na urina e massa abdominal palpável.
Fatores de risco e prevenção
Além do tabagismo e da exposição à radiação, a especialista alerta para o impacto de doenças como hipertensão e diabetes, que aumentam o estresse do organismo. O estilo de vida saudável é apontado como principal forma de prevenção, incluindo alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e sono adequado.
Tratamento
O tratamento do câncer de rim varia conforme o estágio da doença e as condições do paciente. Nos casos localizados, a cirurgia é a principal alternativa, podendo ser parcial ou radical, dependendo da extensão do tumor.
Os especialistas reforçam que consultas médicas regulares são essenciais, principalmente entre os homens, que costumam procurar menos atendimento médico e acabam tendo diagnósticos tardios.


