O vírus sincicial respiratório (VSR) é uma das principais causas de infecções respiratórias graves em bebês e idosos, sendo responsável por quadros como bronquiolite e pneumonia, que podem levar à hospitalização e até à morte. Em crianças menores de dois anos, o vírus responde por uma parcela significativa dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
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Em dezembro de 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a distribuir, pela primeira vez, a vacina contra o VSR indicada para gestantes. A imunização tem como objetivo proteger os recém-nascidos nos primeiros meses de vida, período em que o risco de formas graves da doença é maior.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica Pfizer, por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) firmada com o Ministério da Saúde. O acordo prevê a transferência de tecnologia e o fornecimento conjunto da vacina para a rede pública.

Segundo a pediatra, Carolina Barbieri, o VSR atinge principalmente os bronquíolos, estruturas pequenas dos pulmões, o que dificulta a respiração dos bebês.
“Qualquer inflamação ou acúmulo de secreção já causa falta de ar e chiado no peito, aumentando o risco de complicações”, explica.
A vacinação das gestantes, recomendada a partir da 28ª semana de gravidez, permite que os anticorpos produzidos pela mãe sejam transferidos ao bebê ainda na gestação, garantindo proteção logo após o nascimento. A aplicação deve ocorrer pelo menos 14 dias antes do parto para maior eficácia.
Além da vacinação, medidas como higienização das mãos, ambientes ventilados e evitar contato com pessoas gripadas seguem sendo importantes na prevenção. A expectativa é que a introdução da vacina no SUS reduza significativamente os casos graves, internações e o impacto do VSR na saúde pública brasileira.


