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1 de fevereiro de 2026
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POLÍCIA

Empresário de Prudente ligado à Conafer é preso pela Polícia Federal por suspeita de fraudes no INSS

O empresário de Presidente Prudente, Cícero Marcelino de Souza Santos, ligado à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), foi preso pela Polícia Federal (PF) durante a quarta fase da Operação Sem Desconto, que investiga um amplo esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.

A ação foi deflagrada nesta quinta-feira (13) pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, as forças de segurança cumpriram 63 mandados de busca e outras medidas cautelares no Distrito Federal e em 14 estados do país.

De acordo com as investigações, o grupo é suspeito de utilizar entidades de fachada e empresas privadas para realizar desvios milionários de valores descontados irregularmente de benefícios previdenciários.

Durante depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes no INSS, Cícero Santos confirmou ter aberto diversas empresas a pedido de Carlos Lopes, presidente da Conafer, entidade apontada como uma das principais envolvidas no esquema.

O prudentino, confirmou ter aberto diversas empresas a pedido de Carlos Lopes, presidente da Conafer. Foto: Agência Senado

A CGU estima que a Conafer tenha arrecadado cerca de R$ 688 milhões desde 2019 por meio de descontos associativos de trabalhadores rurais e indígenas inativos, sem autorização dos beneficiários.

Carlos Lopes já havia prestado depoimento à comissão em setembro, quando chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado após pagar fiança.

Segundo o relator Alfredo Gaspar, Cícero Santos atuava como “laranja”, movimentando valores desviados pela Conafer por meio de empresas abertas em seu nome — entre elas, uma papelaria, uma locadora de veículos e uma fintech. Essas empresas teriam sido utilizadas para intermediar repasses e disfarçar a origem dos recursos.

Durante mais de duas horas de depoimento, Cícero Santos reconheceu que criou as empresas para atender às demandas de Carlos Lopes, e que recebia planilhas de pagamentos para repassar valores a entidades ligadas à Conafer. O empresário, no entanto, negou saber a origem dos recursos.

As investigações apontam que Cícero e a esposa movimentaram cerca de R$ 300 milhões em operações financeiras vinculadas à Conafer desde 2019.

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