Um homem, de 30 anos, morreu na noite deste domingo (9) após ser baleado por um policial militar durante uma ocorrência no bairro Jardim Cedral, em Presidente Prudente (SP).
De acordo com o registro, a Polícia Militar foi acionada por volta das 20h50 para atender uma ocorrência de desentendimento em via pública, em que o suspeito estaria armado com facas e ameaçando moradores. Ao chegar ao local, na Rua Domingos Matheus, os policiais se depararam com suspeito sentado na calçada, empunhando duas facas.
Os militares deram ordens para que o homem largasse as armas, mas ele se recusou. Em determinado momento, segundo o relato policial, o rapaz se levantou e correu em direção dos policiais, vibrando as facas em posição de ataque. Diante da iminente agressão, o PM reagiu com a arma de fogo, efetuando cinco disparos.
Mesmo com o socorro prestado, o homem não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A perícia foi acionada e realizou os trabalhos técnicos na cena do fato. Veja o momento da ação Policial:
Testemunhas confirmaram a agressão
Moradores da vizinhança, presenciaram o episódio e confirmaram em depoimento que o homem estava agitado e agressivo.
De acordo com testemunhas, momentos antes da chegada da PM, o suspeito havia discutido com familiares, danificado um veículo e ameaçado de morte os vizinhos. Houve relatos de pessoas que presenciaram a abordagem policial e viu quando o suspeito, “segurando firmemente as facas”, desafiou os agentes e avançou contra o policial, que reagiu para se defender.
Análise da Polícia Civil
O delegado responsável pelo registro, compareceu ao local acompanhado de um investigador e acionou a Polícia Científica para a realização de perícia.
Em sua análise, o delegado destacou que há fortes indícios de legítima defesa por parte do policial. Ele ressaltou que imagens captadas na via pública mostram o momento em que o homem desobedece as ordens de rendição, corre na direção do policial com as facas e é alvejado.
O documento também cita a Teoria Tueller, utilizada em treinamentos policiais, que demonstra que uma pessoa com uma arma branca pode percorrer até 6,4 metros em 1,5 segundo, tempo suficiente para atingir um agente antes que ele consiga reagir.

Procedimentos adotados
A arma do policial militar, uma pistola Glock calibre .40, foi apreendida e lacrada para perícia, assegurando a cadeia de custódia. Também foram requisitados os exames necroscópico, residuográfico e perícia no local para subsidiar as investigações.
O boletim foi registrado como “morte decorrente de intervenção policial” e será encaminhado à 3ª Delegacia de Homicídios da Deic, responsável pela apuração de casos dessa natureza.
A Polícia Militar do Estado de São Paulo informou que acompanha o caso e que as imagens e demais provas serão analisadas para confirmar as circunstâncias do confronto.


