Um homem de 26 anos morreu após apontar uma arma de fogo para policiais militares na tarde desta sexta-feira (7), no Jardim Humberto Salvador, zona norte de Presidente Prudente (SP). A ocorrência mobilizou diversas equipes das forças de segurança e atraiu a atenção de moradores da região.
Segundo o boletim de ocorrência, ele era procurado pela Justiça por tráfico e associação ao tráfico de drogas, com mandado de prisão em aberto para cumprimento de pena em regime fechado.
A ação foi registrada pela Polícia Civil como homicídio decorrente de intervenção policial. O caso ocorreu por volta das 15h, na Rua João Carlindo de Souza, e mobilizou equipes da Polícia Militar, Polícia Científica e da Delegacia Seccional de Presidente Prudente.

Tentativa de prisão e reação armada
De acordo com o registro policial, os agentes se dirigiram ao endereço após receberem informações de que o suspeito estaria escondido em uma residência do bairro. Ao perceber a aproximação da equipe, ele fugiu para os fundos do imóvel e pegou um objeto, posteriormente identificado como um revólver calibre .38 com numeração raspada.
Durante as buscas, um dos policiais encontrou o homem escondido em um alçapão de uma casa vizinha. Segundo o relato, o suspeito teria apontado a arma em direção ao militar, que reagiu e efetuou dois disparos para repelir a agressão.
O rapaz chegou a ser socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros e encaminhado à UPA do Jardim Guanabara. Apesar dos esforços de reanimação, ele não resistiu aos ferimentos e chegou sem vida à unidade de saúde.

Armas e perícia
A arma usada pelo suspeito — um revólver calibre .38 — foi apreendida, juntamente com R$ 150 em dinheiro. A pistola calibre .40 utilizada pelo policial militar, de uso restrito e pertencente à Polícia Militar do Estado de São Paulo, também foi recolhida para exames periciais, conforme determina o protocolo da Portaria DGP nº 21/2015, que regula investigações em casos de morte decorrente de intervenção policial.
Testemunhas confirmaram à Polícia Civil que o homem demonstrou nervosismo ao notar a chegada dos militares e correu para os fundos do imóvel com um objeto nas mãos. Um adolescente que estava no local confirmou a versão apresentada.

Delegado aponta legítima defesa
O delegado Deminis Sevilha Salvucci, que esteve no local da ocorrência, destacou em despacho que há indícios de ação lícita por parte do policial, caracterizada por legítima defesa e estrito cumprimento do dever legal.
“Os elementos de prova até então amealhados indicam que o policial militar, em estrito cumprimento do dever legal, objetivando a detenção de indivíduo procurado pela Justiça, se deparou com o indigitado armado, o qual, ao receber ordens para largar o engenho bélico, revelou que não pretendia se render”, destacou o delegado no boletim.
O caso foi encaminhado à 3ª Delegacia de Homicídios da DEIC, que ficará responsável pela apuração completa dos fatos. Foram requisitados os exames necroscópico, residuográfico e perícia no local.


