Mais da metade da população de Presidente Prudente (SP) vive atualmente em união conjugal, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra que 53% dos prudentinos (106.958 pessoas) mantêm uma relação conjugal — seja casamento civil, religioso ou união estável — enquanto 47% (93.411) declararam não viver nesse tipo de vínculo.
O IBGE utiliza o termo cônjuge para identificar pessoas que mantêm uma união conjugal, independentemente de formalização, desde que compartilhem o mesmo domicílio. O instituto lembra ainda que quem não vive em união conjugal não é necessariamente solteiro, podendo manter um relacionamento afetivo, mas residir sozinho.
Prudente tem proporção inferior à média regional
No comparativo com cidades do entorno, Presidente Prudente apresenta uma das menores proporções de pessoas vivendo em união conjugal. A média regional entre os sete municípios analisados é de aproximadamente 54%, enquanto a capital do Oeste Paulista registra 53%.
Confira os números:
| Cidade | Vivem em união conjugal | Não vivem em união conjugal |
|---|---|---|
| Álvares Machado (SP) | 56% (13.163 pessoas) | 44% (10.449 pessoas) |
| Regente Feijó (SP) | 55% (9.816 pessoas) | 45% (8.000 pessoas) |
| Santo Anastácio (SP) | 55% (8.828 pessoas) | 45% (7.274 pessoas) |
| Pirapozinho (SP) | 54% (12.120 pessoas) | 46% (10.282 pessoas) |
| Anhumas (SP) | 55% (1.919 pessoas) | 45% (1.600 pessoas) |
| Martinópolis (SP) | 52% (11.441 pessoas) | 48% (10.661 pessoas) |
| Presidente Venceslau (SP) | 51% (16.222 pessoas) | 49% (15.656 pessoas) |
| Presidente Prudente (SP) | 53% (106.958 pessoas) | 47% (93.411 pessoas) |
A análise mostra que Álvares Machado lidera a região, com 56% dos moradores vivendo em união conjugal, seguida de Regente Feijó e Santo Anastácio, ambas com 55%. No extremo oposto, Presidente Venceslau apresenta o menor percentual, com 51%.
Tendência reflete mudanças nos arranjos familiares
Segundo o IBGE, a classificação das pessoas leva em conta três grupos principais:
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Viviam em união conjugal – casadas, em união estável ou convivendo com parceiro(a), com ou sem registro civil ou religioso;
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Não viviam em união conjugal – separadas, divorciadas ou viúvas;
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Nunca viveram em união conjugal – pessoas que nunca compartilharam residência com cônjuge ou companheiro(a).
A partir desses dados, o instituto observa mudanças nos padrões familiares brasileiros, com aumento gradual de pessoas que optam por viver sozinhas, ainda que mantenham relacionamentos afetivos.
Contexto social e comportamento
Especialistas apontam que a leve redução nas taxas de união conjugal nas cidades médias, como Presidente Prudente, reflete mudanças culturais e econômicas. O adiamento do casamento, o crescimento da independência financeira das mulheres e a valorização da vida individual são fatores que contribuem para o aumento de domicílios formados por apenas uma pessoa.
Mesmo assim, o casamento e as uniões estáveis seguem predominando como forma majoritária de convivência no Oeste Paulista, evidenciando que a estrutura familiar tradicional ainda tem forte presença na região.
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