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6 de junho de 2026
Oeste Cidade
PAPO RETO

O Silêncio Covarde

No governo anterior, o escândalo era o tal “sigilo de 100 anos”. A mesma turma que gritava, que batia no peito dizendo defender transparência, hoje assiste em silêncio ao sigilo eterno, como se nada estivesse acontecendo. A indignação era seletiva, e agora a mudez é conveniente.

Antes, mesmo em meio a uma pandemia global, crise internacional e guerra, os juros foram mantidos sob controle. Hoje, sem nenhum desses fatores na mesma proporção, o país enfrenta a maior carga tributária dos últimos 19 anos, e uma das mais pesadas do mundo — e o povo aceita como se fosse natural pagar cada vez mais por cada vez menos.

Antes, nos palanques, era “um ataque à democracia” indicar amigos ao STF. Hoje, o mesmo discurso virou pó, substituído por três indicações íntimas feitas à luz do dia, sem pudor, sem disfarce, sem a menor preocupação com coerência.

O mais triste é ver um povo que ouviu, compartilhou e acreditou nas promessas de campanha, e agora enxerga o oposto acontecendo diante dos seus olhos — e, ainda assim, permanece calado.
Um povo que aceita tudo isso sem questionar não é merecedor do governo que tem… mas também não é vítima apenas: é cúmplice pelo silêncio.

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