Há cerca de 15 dias, equipes da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil e das secretarias municipais de Meio Ambiente, Obras e Agricultura atuam de forma contínua na retirada de resíduos acumulados há anos em uma área localizada aos fundos da escola Sesi, na zona leste de Presidente Prudente. As ações têm como objetivo extinguir um incêndio subterrâneo que persiste no local.
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A operação é coordenada pela Prefeitura de Presidente Prudente, por meio do Gabinete de Crises, comandado pelo vice-prefeito José Osanam, com apoio direto da Defesa Civil Municipal. Para garantir a segurança e a efetividade dos trabalhos, foi elaborado um planejamento operacional que prevê o isolamento da área, controle de acesso, resfriamento do solo e a remoção da massa de resíduos para um local considerado estável e fora de risco de combustão.
Até o momento, aproximadamente mil metros cúbicos de material já foram removidos e resfriados. Nesta etapa, os trabalhos envolvem a escavação do solo com máquina escavadeira, o resfriamento da massa de resíduos com caminhão-pipa e o transporte do material por caminhões basculantes. Todo o material retirado está sendo depositado em uma área previamente definida, sem risco de novos focos de incêndio.

A força-tarefa conta ainda com o apoio do Corpo de Bombeiros e acompanhamento do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema). O promotor de Justiça Gabriel Lino de Paula Pires monitora as ações desenvolvidas no local.
O incêndio subterrâneo teve início em 12 de outubro de 2025, após um incêndio registrado na mata do Furquim, em setembro do mesmo ano. Apesar de o fogo na vegetação ter sido controlado, resíduos enterrados há anos entraram em combustão no subsolo, provocando a emissão de fumaça e mau cheiro, o que causou incômodo aos moradores da região. Desde então, mais de mil litros de água potável já foram utilizados nas tentativas de contenção.
Segundo a Defesa Civil, a estratégia de injetar água diretamente no subsolo tem apresentado resultados positivos, reduzindo significativamente a emissão de fumaça, embora o fogo ainda não tenha sido totalmente extinto. O coordenador da Defesa Civil Municipal, Felipe Nogueira, explica que o combate é complexo.
“Devido à grande quantidade de material enterrado, trata-se de um incêndio de difícil acesso ao foco, o que torna necessária a remoção dos resíduos. Reforçamos, mais uma vez, a importância de não descartar lixo em locais inapropriados”, destacou.
Além das ações operacionais, pesquisadores realizam análises químicas do solo para identificar a presença de compostos e contribuir tecnicamente com o combate ao incêndio.


