A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) promoverá, na segunda quinzena de julho, uma série de ações de conscientização sobre as hepatites virais em alusão à campanha nacional Julho Amarelo. A iniciativa tem como objetivo ampliar a prevenção, incentivar o diagnóstico precoce e orientar a população sobre os riscos da doença. A programação será divulgada nos próximos dias.
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Os dados da Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM) mostram uma queda significativa no número de casos confirmados em Presidente Prudente. Em 2025, foram registrados 25 casos da doença, sendo 17 até o mês de junho. No mesmo período de 2026, apenas três casos foram confirmados.
Mesmo com a redução, as autoridades de saúde alertam que as hepatites virais continuam exigindo atenção, já que, na maioria dos casos, evoluem de forma silenciosa e podem não apresentar sintomas. Quando surgem, os principais sinais incluem cansaço, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
Em Presidente Prudente, todas as unidades de saúde disponibilizam testes rápidos para hepatites B e C. Os tipos mais frequentes no Brasil são as hepatites A, B e C, sendo que as infecções pelos vírus B e C podem se tornar crônicas e provocar complicações graves quando não diagnosticadas e tratadas.
As formas de transmissão variam conforme o tipo de hepatite. A hepatite A é transmitida principalmente pelo consumo de água e alimentos contaminados e pela falta de higiene e saneamento básico. Já a hepatite B é transmitida pelo contato com sangue e outros fluidos corporais contaminados, por relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de objetos perfurocortantes e também da mãe para o bebê durante o parto.
A hepatite C é transmitida principalmente pelo contato com sangue contaminado, especialmente pelo compartilhamento de agulhas, seringas e objetos cortantes sem esterilização adequada. Embora menos frequente, a transmissão também pode ocorrer por meio de relações sexuais.
A prevenção inclui vacinação contra a hepatite B, uso de preservativos, não compartilhamento de objetos perfurocortantes e a realização de testes rápidos, medidas consideradas fundamentais para reduzir a transmissão e garantir o tratamento precoce da doença.


