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Presidente Prudente
1 de fevereiro de 2026
Oeste Cidade
PAPO RETO

O Golpe

Bolsonaro deu um golpe.
Pronto, falei. Sei que vou ser cancelado, mas, infelizmente, temos que admitir.

O homem tentou dar um golpe na casta política desse país — essa turma que nasceu com o CPF vinculado a um cargo público. Nos estados mais pobres, as únicas famílias ricas são… adivinha? Políticos! Enquanto o povo continua pobre e pagando o cafézinho da sessão da Câmara.

E o que ele fez? Tentou mexer nas estatais, onde a teta é grande e o leite é grosso. Tentou trocar os que mamavam por gente competente. Onde já se viu isso? No Brasil, onde “honestidade” é palavrão e “corrupção” é sobrenome, Bolsonaro quis dar uma de coerente. Um escândalo!

Esse, sim, foi o golpe.
O “golpe das velhinhas”, aquele que inventaram, é fichinha. O verdadeiro golpe do Bolsonaro foi querer que o povo fosse livre — e ainda ousar dizer: “vacina-se se quiser”. Como assim, cidadão com escolha? A elite política quase teve um piripaque coletivo.

E depois veio a cereja do bolo: dinheiro americano, fake news, sabotagem, audiência manipulada… um samba de CPI e teoria. No fim, o golpe foi ele que deu — um golpe na paciência dos poderosos.

Agora, 2026 tá chegando. Se você acha que tá tudo errado, não adianta ir pra praia tirar selfie com o pastel de camarão. Vote! Porque cada um que não vota ajuda a perpetuar os mesmos malandros que tratam o Brasil como um boteco sem dono.

E como diria o filósofo contemporâneo Alan Santos:
“Tá na hora de fazer uma linha divisória bem clara no Brasil — não é partidária, é moral.”

Imagina chegar no fim da vida e dizer:
“Fui um merda. Não fiz o que devia.”
Pois é. No Brasil, votar direito é quase um ato de coragem.

Então, em 2026, lembra disso:
Vote em pessoas, não em partidos.
Vote em quem trabalha, fala com clareza e não foge de prestação de contas.

E, acima de tudo:
não troque o voto por uma viagem pra praia — porque os malandros não tiram férias nunca.

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