Candidatos que iniciam o processo para obter a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B no Oeste Paulista já precisam se adaptar a uma nova etapa obrigatória: o exame toxicológico de larga janela, detecta, a partir de amostras de unha ou cabelo, o uso de substâncias como metanfetamina, maconha e cocaína, entre outras drogas. O teste identifica padrões de consumo ao longo do tempo.
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O exame toxicológico de larga janela deverá custar em média, R$ 120 e tem como objetivo detectar o uso recorrente de substâncias psicoativas em um período que pode variar de 90 a 180 dias. No Oeste Paulista, autoescolas, órgãos de trânsito e futuros motoristas acompanham a adaptação às novas regras. A expectativa é de que, nos próximos meses, os efeitos da exigência passem a aparecer nas estatísticas regionais, tanto no índice de aprovação quanto no perfil dos candidatos avaliados.

Estudos SOS Estradas
A mudança ocorre em um cenário nacional no qual estudos do movimento SOS Estradas, elaborados com base em dados da Fiocruz e da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), apontam que a medida pode ter impacto direto sobre o número de emissões de novas habilitações. As estimativas indicam que, por ano, entre 390 mil e 870 mil candidatos que fazem uso frequente de drogas podem deixar de obter a CNH — um reflexo que também tende a ser observado entre jovens da região.
Os levantamentos consideram que a parcela de uso de drogas ilícitas cresce justamente na faixa etária que mais procura a primeira habilitação: enquanto cerca de 13% dos adolescentes entre 13 e 17 anos já tiveram contato com essas substâncias, o índice chega a aproximadamente 29% entre pessoas de 18 a 24 anos. Como o país registra, anualmente, entre 2,5 e 3 milhões de novas CNHs, a aplicação desses percentuais projeta um contingente expressivo de candidatos sujeitos à reprovação pelo exame.


