Um homem de 27 anos foi preso em flagrante na manhã desta quinta-feira (11) após ameaçar a própria mãe, quebrar objetos da residência e reagir à abordagem policial no Residencial Tapajós, em Presidente Prudente (SP). O caso foi registrado como violência doméstica e posse de entorpecentes.
Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados por volta das 6h da manhã para atender a uma denúncia de agressão e ameaça. Ao chegarem ao endereço, encontraram a vítima de 56 anos, na rua acompanhada de dois vizinhos, que presenciaram parte do tumulto.
? Participe do grupo do WhatsApp do Oeste Cidade
A mulher relatou que o filho, havia chegado em casa alterado após usar drogas e passou a exigir dinheiro para comprar mais entorpecentes. Diante da negativa, ele teria ameaçado “quebrar a casa toda” e chegou a danificar objetos do imóvel, apresentando comportamento extremamente violento.
Os policiais chamaram pelo suspeito, que inicialmente se recusou a sair. Após insistência, o rapaz deixou a casa, mas, ao receber ordem de rendição, deitou-se no chão. No entanto, segundo a PM, ao ser dada voz de prisão, ele se levantou e avançou contra a equipe, obrigando os agentes a utilizarem uma pistola de choque (taser) para contê-lo. Ele foi algemado, levado à UPA da Guanabara para avaliação médica — procedimento padrão em casos de uso de força — e, posteriormente, encaminhado à delegacia junto com a mãe.
Durante a revista no imóvel, os militares encontraram no quarto do suspeito uma porção de maconha, que ele afirmou ser para consumo próprio.
Na delegacia, o rapaz que aparentava estar sob efeito de drogas, limitou-se a dizer que “estava errado”. A mãe confirmou toda a versão apresentada pelos policiais e declarou que deseja que o filho seja internado para tratamento, e não preso, afirmando que não tem interesse em medidas protetivas.
Após analisar os depoimentos e o flagrante, a autoridade policial decidiu pela prisão do suspeito, entendendo que sua liberdade representaria risco à ordem pública, especialmente diante do histórico de uso de drogas e do contexto da agressão. O delegado representou pela conversão do flagrante em prisão preventiva, que agora dependerá de análise do Judiciário.


