A Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC-8), esclareceu os fatos relacionados a um boletim de ocorrência registrado em Presidente Prudente após um cidadão relatar ter sido abordado por indivíduos que se apresentaram como policiais, na tarde de segunda-feira (4).
De acordo com as investigações conduzidas pela autoridade policial, o episódio não se tratava de uma operação real, mas de uma encenação promovida por produtores de conteúdo digital. O grupo simulava uma abordagem policial com o objetivo de gravar uma “pegadinha” para redes sociais, sem qualquer autorização das forças de segurança.

Durante o procedimento, foram ouvidas todas as pessoas envolvidas, incluindo a vítima, e apreendidos objetos utilizados na gravação, como uma camiseta com inscrição da Polícia Civil e uma arma de brinquedo. As oitivas e demais elementos colhidos confirmaram que o grupo pretendia apenas produzir um vídeo humorístico, embora a ação tenha causado susto, constrangimento e confusão em quem presenciou a cena.
O caso segue sob análise quanto ao possível uso indevido de símbolos, insígnias e denominações oficiais, conduta tipificada como infração penal. Segundo a Polícia Civil, todas as medidas cabíveis estão sendo adotadas no âmbito do inquérito instaurado para apurar responsabilidades.
Em nota, a instituição reforçou que nenhum tipo de brincadeira, encenação ou produção de conteúdo pode simular ações policiais, induzir o público a erro ou gerar temor. A corporação ressaltou ainda que o uso de insígnias e símbolos oficiais sem autorização configura crime, podendo resultar em sanções legais.
A Polícia Civil reafirmou seu compromisso com a legalidade, a segurança e a tranquilidade da população, e alertou para que ações desse tipo não se repitam, destacando que iniciativas indevidas colocam em risco não apenas a imagem das forças de segurança, mas também a integridade dos próprios envolvidos.


