Dizem que o Brasil não é para amadores, mas esse caso prova que o Brasil não é nem para profissionais. Estamos diante do primeiro caso de “Home Office de Risco” que terminou em um pedido de demissão irrevogável para o além.
O Funcionário do Mês. (No Mundo de Bizarro)
O sujeito era o sicário de luxo de um falso banqueiro. O salário? Um milhão de reais por mês. Com essa grana, você não contrata um matador, você contrata um filósofo do trabuco, um sommelier de pólvora. Por um milhão mensal, o cara deveria vir com seguro-saúde, vale-refeição em Paris e um plano de carreira que incluísse, no mínimo, chegar aos 80 anos pescando em Angra.
Mas o nosso herói do submundo sofria de um mal moderno: a procrastinação. Ele recebia a bolada para “resolver” problemas, mas deve ter passado os meses maratonando série ou discutindo política no Twitter, porque não encostou um dedo em ninguém. Foi o único matador de aluguel da história a adotar o estilo de vida lifestyle e quiet quitting ao mesmo tempo.
O Plot Twist da PF: O Suicídio Invisível
Aí a Polícia Federal entra em cena e o hospeda na “Suíte do Estado”. E é aqui que a Agatha Christie teria um
AVC de inveja
O sicário, que passou meses sem conseguir cumprir o contrato de mandar alguém para o andar de baixo, subitamente recuperou toda a sua eficiência profissional dentro da cela. Ele finalmente conseguiu! Ele efetuou o serviço! O problema é que o alvo era o próprio espelho.
Eficiência externa: 0%
Eficiência interna: 100% (e com direito a bônus de sumiço).
O Defunto de Schrödinger.
O mais fascinante é o “Velório Wi-Fi”: ninguém viu, ninguém sentiu o cheiro das coroas de flores e o corpo parece ter sido editado no Photoshop e deletado da lixeira. É o Suicídio de Schrödinger: o sicário está morto e vivo ao mesmo tempo, dependendo de quem está lendo o inquérito policial.
”Hercule Poirot olharia para essa cela, veria a ausência de corpo, a ausência de velório e a presença de um milhão de reais sumidos, e simplesmente pediria um atestado médico por estafa mental. Nem as ‘celulazinhas cinzentas’ dele aguentam o suco de Brasil.”
Conclusão: O Crime (não) compensa, mas o suspense é de primeira
Se o Daniel Vorcaro queria um serviço bem feito, ele contratou o cara certo para o motivo errado. O homem não sabia matar os outros, mas para desaparecer com a própria existência sem deixar rastro de DNA, o cara foi um gênio.
No fim das contas, fica a dúvida: ele se matou de remorso, de tédio ou se matou de rir da nossa cara enquanto toma uma caipirinha em uma praia paradisíaca com um novo CPF?



